sábado, 26 de fevereiro de 2011

AS ATITUDES DOS HOMENS E O AMOR


Estamos vivendo uma época de dissensões, falta de caridade e de solidariedade. As noticias que nos chegam diariamente pelos meios de comunicação avançados, transparentes, imediatos e pirotécnicos, nos apresentam guerras e revoltas armadas no Oriente Médio, na África, com a discussão dos lideres das grandes nações ditas civilizadas e diplomáticas, debatendo sobre a estratégia das forças armadas, dos equipamentos de ataque sofisticados, armas de destruição em massa etc. Dentro das nossas fronteiras o latrocínio, tráfico de armas e de substancias entorpecentes, lavagem de dinheiro, sonegação e corrupção com as conseqüências de todos conhecidas, demonstrando o acréscimo lamentável do mal

Os homens não estão se entendendo!

Nesse cipoal de desentendimentos encontramos o conselho da saudosa Madre Teresa de Calcutá, caridosa, fraterna, religiosa, destemida e solidária, com palavras inspiradas e diretas e que assim se expressou sobre o verdadeiro amor:

“A inteligência sem amor te faz perverso.

A justiça sem amor te faz implacável.

A diplomacia sem amor te faz arrogante.

A riqueza sem amor, te faz avaro.

A docilidade sem amor te faz servil

A pobreza sem amor te faz orgulhoso.

A beleza sem amor te faz ridículo.

autoridade sem amor te faz escravo.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O CHAMADO DE DEUS Á VIDA

Chegamos ao final do ano: refletimos sobre nossas ações passadas, lembramos dos nossos tropeços e nos regozijamos com os planos que fizemos e se concretizaram. Agradecemos ao Criador por mais um ano de vida com a família; conhecidos e crescem as nossas esperanças para 2008.
Nós que seguimos as regras da Santa Igreja também devemos nos instruir para bem praticar a vida com dignidade, salvaguardar os bens deste mundo, protegendo o meio ambiente; praticar e contribuir para a vida cultural, econômica, política e social com as regras tão necessárias para o desenvolvimento integrado de todos os homens e mulheres, com paz, solidariedade e justiça. Mais do que nunca vamos acolher os ensinamentos do Evangelho: nos Textos Sagrados deparamos com “... a fé que salva a esperança que ilumina e a caridade que ama.”.
Todos nós fomos criados à semelhança de Deus, cf. Gênesis l.16 e seguintes; ao nos analisarmos temos consciência de que somos pessoa, única, iirrepetível e distinta dos outros seres humanos. Somos também distintos na relação com os demais seres humanos, agindo com o diálogo, a participação, a solidariedade, o amor, a amizade e mesmo a confrontação com nossos semelhantes. Com referência ao mundo em que vivemos temos uma relação e uma abertura próprias com a comunidade, através do nosso trabalho, das festas e das celebrações que participamos procurando entender e processar essa relação fazendo o bem e evitando o mal, procurando a justiça e a verdade para todos nós.
Devemos pedir a ajuda do Deus da Vida para elevar o ser humano, considerando a realidade de todos e de cada um, realizando boas ações, segundo os ensinamentos da Santa Igreja, tendo em conta que temos corpo e alma, somos dotados de razão, de maneira a distinguir as diferentes relações existentes do nosso dia-a-dia.
A pessoa então é chamada a viver uma subjetiva aberta, vivendo com racionalidade: os cristãos têm assim uma subjetividade importante para todos. Não podemos e não devemos negar nosso semelhante; não devemos encará-lo apenas como uma medida que corresponda às nossas necessidades e às nossas expectativas.
Em Mateus 7,12 encontramos: “Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês também façam vocês a eles..” e também “quem ouve minhas palavras e as põem em prática é como o homem prudente que construir sua casa sobre rocha...” idem, 7.24.
É assim, por conseguinte, que o ser humano deve acolher o dom do amor e da vida dados por Deus, com todo seu ser, alma e corpo, razão e querer, oração e ação, vida familiar, social e comunitária. “O homem se fortalece quando compreende as inevitáveis necessidades da vida social, assume as exigências multiformes da solidariedade humana e se responsabiliza pelos serviços à comunidade humana.”, cf. “Gaudium et Spes”, n. 31.
Repetimos aqui o fundamento basilar da Doutrina Social da Igreja: ver, julgar, agir e avaliar. Procure a paz solidária, colocando-se no lugar do outro de modo a promover o diálogo. Não responder violência com violência. Interessar-se pela existência familiar e da comunidade
.Com essa modesta exposição, desejamos a todos um Bom Natal e um Ano Novo de realizações, pedindo ao Criador proteção e à Virgem Maria que nos embale no decorrer do próximo ano, com a prece do 10o. Plano de Pastoral de Conjunto, n. 246, pg. 129:Ed. 2004/2008. Edit. N. S. da Paz:
“Senhor Jesus/ Redentor nosso, / Somos Teus servos, somos Teus amigos; / para cumprir Tua missão/ não paraste num único local, / não tiveste onde reclinar Tua cabeça./ sempre levastes os discípulos às águas mais profundas./ Fica conosco Jesus./ Livra-nos do comodismo que sufoca a missão./ Envia-nos aos que não Te conhecem./ As que tendo Te conhecido, vivem como se fossem pagãos./ Aos que tendo Te conhecido de Ti já se esqueceram./ Orienta nossos passos rumo aos pobres e sofredores./ Abre nossos olhos aos novos ambientes da missão./ Leva-nos enfim às terras onde quiseres./ Amém.”

PRIVACIDADE. O GRANDE IRMÃO E OS ‘GRAMPOS’


Como já se disse, a multiplicação das relações sociais da sociedade acarreta para o Estado um papel cada vez mais complexo. Aliado a esse papel, também vivemos o incremento e o desenvolvimento dos sistemas de comunicação via televisão, rádio, internet, telefonia celular; sabe-se o que acontece em qualquer parte do mundo de imediato.
Assim, a nossa privacidade (?) não está sendo respeitada, jogando-se por terra os princípios elementares dos direitos constitucionais de que são invioláveis a nossa intimidade, a vida privada, a honra e a imagem pessoais, art. 5º. - X e seguintes da CF 1998.
Privacidade, segundo os estudiosos, é a capacidade de existir na sociedade de forma anônima, e pessoa tem o direito de não ser monitorada, não ser registrada, não ter imagens e conversas gravadas, direito a não ser reconhecido.
Essa conceituação, no entanto, já vem sendo esquecida. George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blaine, nascido na Índia em 1903 e falecido em Londres em 1950, escritor, ensaísta e jornalista, nos premiou com inúmeras obras sobressaindo “O Grande Irmão” e “1984”, que nos relatam com uma linguagem pessimista que o mundo em que estamos vivendo “é construído de maneira inexorável , com invasão da privacidade, com avanços tecnológicos que determinam o controle total de tudo e de todos”. Esses livros serviram de base para filmes de mistério e policialescos e também para, atualmente, o programa “Big Brother” = O Grande Irmão, produção milionária, exibida em todos os paises, através da televisão e que mostra grupos de pessoas confinados por 40 e 50 dias com sua privacidade pessoal e coletiva mostrada na mídia, sem censura, em todos os pormenores. E como o programa é visto e comentado, capitulo por capitulo, cena por cena, por tantos e quantos o assistem!
O avanço da tecnologia via internet é inquestionável. Os sistemas são utilizados quer pelos órgãos públicos, quer no recôndito dos nossos lares. Recentemente, assisti ao filme “Sem vestígio”, magnificamente estrelado pela bela e cinquentona atriz Diane Lane, mostrando os recursos audiovisuais do FBI, CIA e dos ladrões e assassinos em série, que são hackers, isto é, invasores clandestinos das nossas comunicações, senhas, sistemas bancários, telefones etc..
Essa perversa realidade já chegou às nossas plagas e são muitos que conhecemos que tiveram seus saldos bancários perdidos, telefonemas com abusos e ameaças, mensagens enganosas na internet etc. Nossas cadeias ditas de segurança máxima são palco das comunicações dos chefes de tráfico dando ordens para provocar tumulto, roubos, seqüestros, deixando todos nós sem paz.E esses exemplos não esgotam o assunto.
Vieram à baila os telefonemas “gampeados” das nossas autoridades em Brasília, dando ensejo ao bate-boca dentro dos três poderes. As reportagens nos jornais e revistas mostram a espionagem feita até mesmo no seio familiar das nossas autoridades.. A investigação foi determinada e segue seu curso. Mas não nos deixa com tranqüilidade. Não estamos imunes à intromissão da nossa privacidade.
Urge reforçar nossa legislação sobre a matéria, - efetivamente julgando e
condenando com rigor os culpados - insculpida em nossa Lei Magna, inviolabilidade da privacidade, a maior das conquistas dos países democráticos, com respeito à lei e ao estado de direito..

domingo, 28 de novembro de 2010

CELEBRAÇÃO DO NATAL, COMEÇO DO ANO LITURGICO

No decorrer do ano civil (Janeiro a dezembro) a Igreja apresenta aos fiéis as inúmeras da vida terrena de Jesus Cristo.
Assim, ocorreu a instituição do Ano Litúrgico, porém iniciado diferentemente do ano civil e dividido em quatro períodos: o Advento (a expectativa do Antigo Testamento da vinda do Messias), a Quaresma, a Páscoa e Pentecostes (descrição da vida pública de Jesus).
“Liturgia”, de origem grega, significa “obra pública”, “serviço de parte do povo e em favor do povo”, mas na tradição cristã exprime que “o povo de Deus toma parte na obra do Senhor”: é o culto divino, com o anúncio do Evangelho, a prática da caridade, com a participação consciente, ativa e frutuosa de todos nós. (Enciclica Sacrossantum Concilium, n. 10).
Como nos ensina D. Estevão T. Bettencourt, de saudosa memória,“o ciclo litúrgico anual tem valor pedagógico, já que a limitada capacidade humana não consegue penetrar com um só olhar da mente toda a riqueza da obra de Cristo, esta é explicitada sucessivamente nas grandes datas da liturgia”.(cf. “Curso de Liturgia”, p. 15, módulo 4).
Discorramos sobre o Advento, que se inicia quatro semanas antes da Festa Natalina de Jesus, dia 25 de dezembro.
Os textos bíblicos falam na lª Semana do Advento no caminhar de preparação da chegada de Jesus, que nos tirará das trevas e nos oferece a Luz radiante da sua vinda gloriosa. S. Paulo nos diz que “a noite passou e o dia vem chegando; revestimo-nos do Senhor!” (Rom 13, 11 a 14).
A 2ª. Semana do Advento nos convida à participação de viver a justiça como nos diz São João Batista: e o profeta Isaías prevê o Reino Universal e Pacifico do Messias “... com o espírito de sabedoria e conhecimento, de conselho e fortaleza, espírito de ciência e piedade...” (Is, 11, 1 – 10).

A 3ª. Semana contempla a nossa vigilância e a alegria de receber o Filho de Deus. Há alegria e esperança, reafirmando que Jesus deseja que tenhamos vida e vida em abundancia na família, no mundo da política, da sociedade, da cultura e da fraternidade. São Tiago nos fala de Deus e o mundo e que tenhamos paciência em nossas aflições “até a vinda do Senhor... fortalecendo nossos corações, pois a vinda do Senhor está próxima...” (Tiago, 5, 7 – 10).
A 4ª. Semana, afinal, com o nascimento de Jesus; Maria e José nos apresentam o Filho de Deus, e, eficazmente, na Sua apresentação a toda a humanidade. Em 25 de dezembro damos glória aos céus e agradecemos a presença de Emanuel, o “Deus conosco”. É ainda Isaías que prediz: “Por isso mesmo o Senhor nos dará o sinal. Uma virgem conceberá e dará à luz um filho e será chamado de Emanuel...” (Is 7, 10 – 15).
Esse o significado do Advento (= a vinda) no período que começa o ano litúrgico e que deve por todos os cristãos ser estudado, refletido e praticado com fervor, disposição e fé.
A vinda de Jesus e sua presença entre nós já um fato inconteste, pois ele está conosco até o final dos tempos.
Peçamos a Deus, neste Natal, que infunda em nossos corações a graça divina e misericordiosa, a esperança de participarmos da Jerusalém Celeste , pelo nascimento de Seu Filho Unigênito.
Permaneçamos todos contritamente na Paz do Senhor!Um Bom Natal para todos!

NOVO CAPÍTULO – CADERNETAS DE POUPANÇA E OS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS



l. A partir de 1986 o Governo Federal instituiu os mirabolantes e prejudiciais planos econômicos determinando que as cadernetas de poupança, criadas pra a guarda das economias pessoais de milhões de brasileiros, não pagassem ou creditassem nas contas individuais, o valor total da correção monetária e dos juros mensais previamente contratados.
Assim, foi instituído o chamado Plano Bresser, pelo DL 231/1986, descontando da remuneração 18,6% e 26,06%, na moeda da época. Em janeiro de 1989 foi instituído o Plano Verão com a Medida Provisória 32, descontando em janeiro, fevereiro e março de 1989, o percentual de 86,50% nos rendimentos das cadernetas. Em 1990 e 1991 surgiram os denominados Planos Collor I e II, deixando de creditar em março e abril de 1990 e fevereiro de 1991 os percentuais de 42%, 84% e 21% no resultado das nossas economias depositadas nas diversas cadernetas de poupança. Foi um prejuízo marcante e inteiramente desfavorável para todos aqueles que dia a dia procuram economizar e guardar seus valores nas cadernetas de poupança em todo país.

2. A indignação dos correntistas transformou-se nos milhares de processos judiciais que tramitam nos Tribunais dos Estados; alguns valores foram pagos aos depositantes pelas entidades bancárias, geralmente de pequenas diferenças. No entanto, as quantias de maior expressão das diferenças devidas aos correntistas até hoje estão sendo discutidas, com as entidades financeiras utilizando-se dos inúmeros recursos que a legislação processual permite para debate da matéria. Os tribunais têm se mostrado inteiramente favoráveis aos reclamos dos depositantes, acatando os pedidos e rechaçando as apelações das entidades financeiras. Já foi publicada a remansosa e pacífica jurisprudência, enfatizando que: é responsabilidade da entidade financeira de pagar ao depositante as diferenças dos planos econômicos; a prescrição para debate da matéria é de vinte anos; o assunto tem guarida no Código de Defesa do Consumidor, eis que a caderneta é um contrato previamente constituído entre o correntista e a entidade bancária; as entidades bancárias estão descumprindo diversos preceitos previstos na Constituição Federal que amparam os direitos dos correntistas individualmente; é obrigação dos bancos apresentar ao correntista e à Justiça os extratos bancários com os valores respectivos; os bancos estão sendo condenados a pagar juros moratórios por estender os prazos para debates; há, com os recursos, o manifesto propósito de adiar o desfecho da demanda (procrastinação) etc.
3. NOVO CAPÍTULO. Em agosto último, acolhendo parecer da procuradoria-geral, o STF pretende definir o destino de todas as ações que tramitam no país com a matéria em foco, são mais de 550 mil demandas, determinando a suspensão dos processos nos diversos tribunais. Segundo as informações já divulgadas a suspensão dos recursos vai adiar a decisão até o próximo ano. A decisão de suspender as ações está calcada em pedidos feitos pelas maiores entidades bancárias do país. Vamos aguardar.
É dever do Poder Público prover ao cidadão serviço judicial eficiente, pois a Constituição que o legitima concede ao brasileiro livre e amplo acesso à Justiça.
Vem-nos à memória mais uma lição do valoroso Ruy Barbosa, falecido nos idos de 1924: “Não há efetividade processual se este se arrasta como as preguiças no mato sem qualquer efetividade ou necessidade.”

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Os Anjos



“No decorrer do caminho da nossa existência, por assim dizer, dois anjos acompanham os passos de cada um de nós. Um deles é luz, companheiro fiel, amigo infalível, promotor de tudo que nos aproxima de nosso Criador e Redentor. O outro anjo é trevas, rebelde a Deus, adversário de Deus, invejoso do homem, inimigo feroz de tudo o que nos favorece a construção do Reino de Deus em cada um de nós e no mundo. São realidades. Realidades que o próprio Deus revelou. São realidades que nos acompanham que nos seguem passo a passo. Uma tenebrosa nos desanima; a outra luminosa nos faz lembrar e exultar de uma alegria inefável. ’”

(Cf. DOMINIQUE MORIN, “Por falar de anjos”, Ed. 1994, Editora Loyola, trad. de SILVANA COBUCCI LEITE.)

1. O que são os anjos? Anjo, do latim “angelus” e do grego “aggélos”, “é o ser espiritual entre Deus e o homem. Os hebreus consideravam-no mensageiro de Deus, a quem davam hospitalidade em troca da posteridade.” (cf. Enciclopédia Ilustrada Universal, Ed. Mirador, 1970.
Segundo o Catecismo da Igreja Igreja Católica foram criados antes do homem, em estado de liberdade e de graça. Podiam escolher entre o bem e o mal. Por isso, existem anjos bons e anjos maus. A Sagrada Escritura fala desses mensageiros tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. O anjo detém a mão de Abraão que ia sacrificar seu filho

por Deus. Após a queda de Adão e Eva, o Criador põe na entrada do Paraíso um anjo; a vinda do Messias é anunciada ao profeta Daniel por um anjo; no Jardim de Getsâmine um anjo consola Jesus; no Apocalipse, S. João fala da multidão de anjos que no céu louvam a Deus etc.
Sua natureza. Sabemos o que a Bíblia nos revela. Os anjos não têm a parte corpórea. São inteligentes, cada um com sua personalidade própria. “São olhos que vêem, mãos que tocam, corações que amam. Doença, cansaço, enfermidade e medo não têm sentido para eles.” (cf. Dominique Morin, idem p. 10/11).

Anjo. Verdade de Fé. A Igreja Católica nos ensina que “A existência dos seres espirituais (anjos) não corporais, é uma verdade de fé “. cf. Texto n.328, Catecismo da Igreja Católica.
Na definição de Santo Agostinho ‘Anjo = mensageiro é designação de encargo. Se perguntarem pelo encargo, é um anjo; se perguntarem pela designação de natureza é um espírito. É espírito por aquilo que é; é anjo por aquilo que faz.’
Segundo as lições do saudoso. piedoso e sábio D. Estevão Bettencout (1), os anjos sugerem uma figura misteriosa chamado de MAL’K JAHWEH,o enviado ou mensageiro do Senhor. Cita inúmeras passagens da Sagrada Escritura sobre o tema: Gn 18,29, Gn 21, 17 a 19, 22,ll: 31, 11 a 13; Ex 3, 2 – 6.

Pode ser ANJO PROTETOR – Gn 24.7 – “O Senhor mandará seu anjo diante de ti para que tomes uma mulher para seu filho.”Gn 48.7. “O anjo que me salvou de todo o mal, abençoe estas crianças.”


ANJO CORTESÃO – Tb 12.15 – “Eu sou Rafael um dos sete anjos que estão sempre presentes e têm acesso junto à glória de Deus.” 1Rs 22,19 – “Eu vi o Senhor no trono e todo o exército do céu (anjos) estava diante Dele.” 2 Sm 24, 16 sgs. – “O anjo estendeu a mão sobre Jerusalém para exterminar, mas o Senhor se arrependeu desse mal e disse: Basta!”]

D. Estevão também aponta que “O Senhor é o único a quem toca a iniciativa da obra que Ele realiza neste mundo com poder absoluto. Ele se serve de intermediário ,mas estes, os anjos, se relacionam com Ele de modo diverso do que ocorre nas mitologias. Os anjos são criaturas de Deus Uno e Trino.”

Os anjos bons e os anjos maus. O que dizer?
Os anjos foram criados por Deus em estado de liberdade e de graça, podendo, portanto, escolher entre o bem e o mal. Há, nos Textos Bíblicos e na Tradição da Igreja os anjos bons e os maus. Os bons são: Miguel, Gabriel e Rafael.
Miguel (= quem é como Deus) é apresentado como um grande príncipe da corte celeste, cf. Dn 10, 13; 12.1), o anjo protetor de cada povo , cf. Dn 10, 13 – 20.
Gabriel (= homem de Deus) que revela a Daniel os desígnios do Senhor, cf. Dn 8.16; 9, 21; no Alcorão Gabriel é tido como interlocutor de Maomé.
Rafael (= Deus cura) é enviado a Tobias para que ele cure o pai Tobite, em Tb 3, 17 e 12.15

Os anjos maus, vale dizer, os “adversários do homem”, aparecem por referência no Gênesis sob a
forma de serpente, um ser astuto e misterioso que faz o homem desobedecer as ordens divinas. Segundo os teólogos os anjos maus são: Satã (- adversário), Demônio (designação em geral de todos os anjos maus),Diabo ( caluniador ), Belzebu (príncipe dos demônios, Baal das moscas), Lúcifer (estrela brilhante, estrela Dalva), Azazel ( os hebreus acreditavam que habitava os desertos), e Asmodeu (aquele que faz perecer, desaparecer).

2. Coros Angelicais

A teologia procurou demonstrar a existência dos anjos contada na Sag. Escritura. Santo Tomás de Aquino (3) propôs que cada anoje é de uma espécie diferente. Não há dois anjos iguais entre si, já que não têm matéria de espécie única, cada um esgota sua espécie. A Bíblia ao mencionar grupos e categoias de anos, deu ensejo para que os estudiosos dividissem o coro dos anos em três hierarquias:

1a. Hierarquia - Os anjos que estão próximos a Deus- Serafins, Querubins e Tronos. Serafins – são a imagem mais perfeita do amor de Deus. Querubins – refletem a Sabedoria Divina.Tronos – compreendem os juízos e os julgamentos divinos. Suas atividades refletem a contemplação de Deus pelo amor, pela aceitação da verdade transmitida a todos nós.

2ª. Hierarquia - Dominações - Ocupam-se do governo, da administração das nações dos anjos.

Virtudes - Executam as ordens das Dominações. Potestades provêm a luta contra o mal.

3ª. Hierarquia = Principados – direcionam a sorte, os acontecimentos das nações. Arcanjos – comunicam as notícias importantes aos homens, protegem as pessoas que desempenham funções de relevo paraa glória de Deus (ex. o clero). Anjos – são os enviados de Deus que desempenham as funções de guardar e proteger o homem.

3. A devoção aos anjos

A Tradição da Igreja solicitava aos cristãos que o culto aos anjos õ fosse exagerada de maneira a evitar que se fizesse um culto pagão, isto é, culto daqueles que adoram vários deuses. Sabe-se que Orígenes (3), teólogo e exegeta que viveu em Alexandria e Tiro, entre 186 e 252 DC debateu-se com o filósofo pagão Celso (4) sobre esse assunto, afirmando na ocasião que os cristãos não adoram os anjos, mas lhes prestam a devida homenagem por serem criaturas de Deus. S. Justino (5), autor das “Apologias” da religião cristã, escreveu “Súplicas a favor dos cristãos”, obras que revelam os cultos antigos aos anjos, entidades espirituais.
Sabe-se também que em Constantinopla, séc. IV, havia 25 Igrejas dedicadas a S. Miguel Arcanjo. No séc. VIII foi criado o Centro do Mont Saint-Michel, na França, ao mesmo arcanjo. Em Roma, séc. IX, havia sete Oratórios dedicados a esse ente espiritual. A Regra de S. Bento (6) é uma oração proferida na Igreja afirmando que o Ofício Divino é celebrado na preseça dos Anjos.
S. Bernardo de Clarival (7) m. em 1150, uma das maiores figuras do cristianismo da Idade Média, e cujas idéias foram contrárias ao racionalismo de Abelardo, fundou a Abadia de Clarival, perto de Dijon, na França; muito estudioso, assim descreveu a atitude dos cristãos perante os anjos:
“A atitude é de reverência, reverência porque nos assistem, devoção porque nos querem bem, confiança porque nos guardam.”
No séc. XIII são elaboradas orações dirigidas aos anjos da guarda. No séc. XVI Lutero (8) e Calvino (9) não admitem o culto aos anjos. Surge Sto.Inácio de Loyola (10) que recomenda aos religiosos que imitem a pureza dos anjos. S. Francisco de Borgia (11) escreve o “Tratado e Prática da Devoção aos Anjos”. O Papa Paulo V (12), 1608, instituiu a Festa dos Anjos da Guarda para o Império Austríaco. Em 1670, O Papa Clemente X (12) estendeu essa manifestação a todas as Igrejas do ocidente. A Tradição e o Magistério da Igreja avalizam a existência dos anjos. Inúmeras são as orações ao Anjo da Guarda, aquele que nos acompanha e nos guarda por determinação de Deus. Escolhemos estas:

Anjo de Deus, que és meu fiel protetor, a cujos cuidados a bondade suprema me confiou, digna-te, durante este dia, de proteger-me, conduzir-me, governar-me. Amém.

São Miguel Arcanjo, com tua luz, ilumine-me; com tuas asas, protege-me; com tua espada, defende-me.


E a mais proferida até hoje em nossas orações:

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, governe, guarda e ilumine. Amém.

Lembramos, afinal, do Papa João Paulo (14) que observou: A Igreja confessa sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa particular e recomendando que se recorra à sua proteção com uma oração freqüente como a do ANJO DE DEUS. Disse ele ainda que: “Nosso desejo é que aumente a devoção aos anjos da guarda.”

4. E Satanás?

Como já dissemos em parágrafo anterior, há os que escolheram MAL eis que criados e dotados de estado de liberdade, isto é, com o direito de escolher entre o bem e o mal. Satanás ou o Maligno tem suas ações descritas na Sag.Escritura. Na parábola do joio e do trigo, MT l3, 38, o Maligno semeia o joio. “O joio é o filho do Maligno.” (joio = planta da família das gramíneas, de sementes tóxicas, comum nos prados e nas culturas, prejudicando o crescimento dos cereais. No sentido figurado – coisa de má qualidade, que se mistura às de boa qualidade, prejudicando-as).

A escritora Joan O’Grady lança luzes sobre esse tema tão obscuro e hermético ao declarar que:
“Como o ser humano não é um boneco e tem uma determinada liberdade de escolha, ele deve encerrar possibilidades para o mal, assim como possibilidades para o bem. Portanto, sem nenhuma dúvida, existem tendências para o mal dentro dos seres humanos, centralizados ao redor do apego ao falso ego. ... O Diabo ou Maligno é responsabilizado por ter trazido ao mundo a mentira que pode prejudicar todo o crescimento espiritual. Nesses ensinamentos, a mentira fundamental está contida em duas falsas crenças: a de que o quadro imaginário que criamos para nós mesmos é o nosso verdadeiro “eu”; a de que o nosso pequeno “ego”, nossa coleção de desejos e medos mutáveis, todos ativados por acontecimentos externos é o soberano de todo nosso ser, sendo permanente e livre... P mal ou o espírito do mal é a crença, ou melhor, a mentira de que nada somos além do nosso ego, e esta sensação do “eu” encontra-se no ponto em que o Diabo sempre nos assaltará, a menos que nos mantenhamos extremamente cuidadoso, sempre atentos e em oração ...”

(In Joan O’Grady, “Satã- Príncipe das Trevas”, Ed> Mercúrio, 1991, p. 174/175


O Satanás tenta o homem desde a criação, quando induziu Adão e Eva à desobediência. A entidade é perspicaz, inteligente, astuta. Levando em conta os dias que correm, vemos que o homem vem se desintegrando, com exceção, graças ao Senhor, moralmente. Sua conduta é reprovável, no mundo político e dos negócios são encontrados aqueles que tergiversam, adulam, enganam, seduzem, com o propósito de ter poder, ter riqueza material. O sexo livre, a concupiscência, o desapego à
família, a corrupção de menores, ingestão de drogas, tudo se credita à força de Satanás. Na verdade, temos de aceitar e conviver com a existência das coisas erradas, tanto dentro como fora de nós, mas que devem ser corrigidas.
É de todo necessário, entretanto, que façamos a nossa parte, socorrendo-nos dos ensinamentos religiosos e das recomendações de que devemos nos afastar das situações próximas ou remotas de sedução e do pecado. Devemos orar o CREDO, pedindo com fervor que “... não nos deixeis cair em tentação, mas livre-nos do mal..”
Valemo-nos ainda da dissertação de Joan O’Grady que nos afirma:

“Esse diabo só pode exercer sua persuasão por intermédio da mente e do coração de um individuo. A crença de que algum poder, estranhos a nós mesmos, seja responsável por tudo o que ocorre de mau parece ter sido, desde os dias mais primitivos, a uma ilusão espalhada pelo “pai das mentiras”... A força da persuasão que encoraja o mal pode ser compreendida como algo que vem de dentro dos seres humanos, ou de fora deles, como a personificação das tendências perniciosas que existem na natureza humana... O que de fato é certo é que as mentiras e falsas sugestões têm o poder de nos destruir, se permitirmos, sendo portanto elas, venham de onde vierem, que constituem o Inimigo Negro do nosso mundo. O inimigo dos tempos imemoriais e que tem sido chamado de o Príncipe das Trevas.”

(ibidem, Joan O’Grady, fls. 18/185)

5, O exorcismo.

Do gr. ‘”exorkismós”, do lat. “exorcismu”. Oração e cerimônia religiosa com que se esconjura demônio, espíritos maus na liturgia da Igreja. Segundo as disposições do Catecismo da Igreja Católica, temos: “Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nme de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influencia do maligno e subtraído seu domínio, fala-se de “exorcismo”. Jesus o praticou, é dele que a Igreja recebeu o poder e po encargo de exorcizar. (cf. MT l, 25 – 26). Sob a forma simples o exorcismo é praticado durante a celebração do Batismo . O exorcismo solene , chamado grande exorcismo, só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou a sua Igreja. Bem diferente é o caso das doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, verificar antes de celebrar o exorcismo se se trata de presença do maligno ou de uma doença.” O texto aqui reproduzido, de autoria de D. Estevão Bettencourt, nos doutrina de maneira cabal e definitiva o que se entende por exorcismo.

6. Satanismo.

Satanismo é o culto prestado a Satã por pessoas ou grupo de pessoas, pois, no entender dessas pessoas o espírito do mal é tido por ser alheio a Deus e que procura dar força ao homem nos seus desejos, no seu querer. Adoração ao culto a Satã: presentemente, existem inúmeras seitas pagãs nesse sentido. São encontradas nos Estados Unidos, a saber: “Chrch of Satan”, “Order of the Black”, “Werewof Order”, “Worlwide Church of Satanic Liberation”, “Church of war”, Na Itália temos: “Bambini de Satana”, “Chiesa di Satana di Filipo Scerba”, “Impero Satânico de lla lucce degli inferno”... Na Inglaterra existem: “Order of nine angels”, “Dark lily”. Nova Zelândia: a ordem “”Ordo Sinister Vivendi”. Os ritos praticados pelas seitas sob comento têm por finalidade venerar e evocar o maligno e seus seguidores esperam receber favores, mudar alguma situação, provocar a desgraça de alguém, beneficiar um outro individuo. Em geral, escolhem as horas noturnas para a prática, às vezes em cemitérios outras nas suas vizinhanças em igrejas desativadas; há, no mais das vezes, profanação de cadáveres, violência física a menores, práticas eróticas e homicídios em seus rituais. Presentemente, a seita mais em voga é a “Churck of Satan”, instituída em 1966 por Antonio Szandor La Vey, nascido Howard Staton Levey (1933-1997), em S. Francisco, EUA, tendo por símbolo o selo de Bafomé, retratando a cabeça de um bode, no interior de uma estrela de cinco pontas, dentro de um círculo e tendo em cada ponta cinco letras hebraicas.Szandor escreveu livros sobre a matéria, ditos “Satanic Bible”, “Complet Witch”, “The satanic ritual”, em latim, inglês, francês e alemão.Na descrição do rito instituído denominado Missa negra. Aqui nós nos valemos do Primeiro Mandamento de Deus que condena o politeísmo e exige que o homem não acredite em outros deuses.Não é assim admitida a idolatra.
“A idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consistem em divinizar o que não é Deus. Existe idolatra quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou demônios (p.ex. satanismo), de poder, de prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro, diz Jesus, MT 6 – 24....” Essa a lição dos ns. 2112/2113. do Catecismo da Igreja Católica.

7.Relação de Jesus com os Anjos

A vida terrena de Jesus tem a presença dos anjos em momentos significativos; assim, temos:

O arcanjo Gabriel dirige-se a Nazaré, na aldeia da Galiléia, e encontra uma virgem, prometida em casamento José, da casa de Davi; a virgem é chamada Maria e lhe diz: “Alegra-te cheia de graça. O Senhor está contigo. ... conceberás e darás à luz um filho, ao quão porás o nome de Jesus; ela será grande e será chamado Filho do Altíssimo, reinará eternamente sobre a casa de Israel e seu reino não terá fim...” kLc1, 27-33..
Maria ficou perturbada. É virgem, prometida a José. O arcanjo lhe assegura – “ O Espírito Sato virá sobre ti e o poder do Altíssimo te envolverá em sua sombra. Por isso aquele vai nascer será santo e será chamado Filho de Deus...” Lc l, 35-=36.
Um anjo aparece a José,que viu a gravidez de Maria e para dar-lhe tranqüilidade lhe diz: “José, filho de Davi, não tenhas medo de tomar Maria contigo, tua esposa, porque o que foi gerado nela vem do Espírito Santo...” MT l 20-21.
Um anjo também anunciou a Boa Nova para o povo: “Hoje nasceu para vós um Salvador ...e um exército celeste louvava a Deus, aclamado : Glória a Deus nas alturas dos céus e paz na terra aos homens por Ele amados...” Lc 2, 9 – 13.
Na fuga para o Egito também surge um anjo determinando que José tome o filho e a mulher e partam, pois “... Herodes vai procurar o menino para o matar..” Lc 2, 13-=15. Novamente aparece a José ordenando-lhe que voltem a Israel, pois “... morreram os que haviam tramado para acabar com a vida do menino...”, Lc 2,20.
Na agonia do Getsâmini, diz Jesus: “ai, se queres, afasta de mim este cálice... Jesus entra em agonia e reza mais intensamente... e apareceu m anjo que lhe confortaa..” Lc 22, 42 44.
Quando estava para ser capturado pelos soldados romanos, aparece-lhe um anjo para protegê-lo ainda que fazendo uso da força. Diz Jesus: “Embainha tua espada porque todos aqueles que usam a espada, pela espada morrerão...”

Casamento

Casamento

Tulio Americano

Tulio Americano

CUIDE de seu Pai

Cuide do seu Pai pois ele viveu e vive para você.
Cuide de seu Pai como um filho pois foi assim que ele cuida até hoje de você.
Cuide de seu Pai por gratidão.
Cuide do seu Pai pois mesmo diante de todos os erros cometidos, a intenção dele foi acertar.
Cuide de seu Pai i pois ele está idoso e precisa de você.
Cuide de seu Pai com carinho.
Cuide de seu Pai para se interessar por ele e pela vida dele.
Cuide de seu Pai pois ele é seu Pai e deve respeitá-lo acima de todas as coisas.
Cuide de seu Pai para zelar do futuro dele com você.
Cuide do seu Pai pois chegou a hora de assumir a responsabilidade de dar atenção para ele.
Cuide de seu Pai pois ele é o cara que mais te ama no mundo.
Cuide de seu Pai simplesmente.....por amor!